Coluna de Ombusdman!!
Pessoal, boa tarde!
Boa Leitura!
Bianca Pedrina, Letícia Rosa e Priscila Gomes .
Ombudsman:
A palavra vem do sueco: junção de ombud (representante) e man (homem). Caio Túlio Costa, primeiro ombudsman da Folha de S. Paulo, traduziu o termo como “aquele que representa”. Quando a função foi criada em 1809, recebeu a denominação “justitieombudsman” (ombudsman de justiça).
Ombudsman no Brasil:
* Chegou aqui em 24 de setembro de 1989
* Folha de S.Paulo foi o 1o jornal a ter Ombudsman
* Organizações que representam esta função: 1) Organization of News Ombudsman (ONO) e a Associação Brasileira de Ouvidores (ABO).
* A ABO tem dois únicos jornais filiados: Folha de S. Paulo e o O Povo, do Ceará. E as rádios Bandeirantes AM (SP) e O Povo CBN AM (CE).
O dia - a - dia do Ombudsman:
Ele tem a fnção de obter direta com o leitor, criando um diálogo próximo e de fácil entendimento. Sempre averiguando se aquilo que foi escrito ou apontado como erro do jornal é verídico ou não, já com os jornalistas ele tem uma posição mais crítica direcionando erros quando necessário de uma maneira sucinta.
Pontos negativos e positivos:
Segundo Ricardo Jorge Lucena (jornalista e professor de Comunicação Social na Universidade federal do Ceará) é um cargo estável (pelo menos durante o período em que exerce esta atividade) ele pode apontar críticas fiscalizando e criando mobilizações na busca de um bom e ético jornalismo.
Curiosidades:
* As colunas de Ombudsman possuem um texto bem dinâmico ás vezes até com tom humorístico, tornando assim a relação jornal x leitor estimulante.
* Os Ombudsmen Ingleses não publicam colunas, ouvem apenas os leitores e produzem relatórios internos.
* A idéia da critica publica é norte americana.
O cargo do Ombudsman não é vitalício é a empresa que decide quem vai ocupá-lo e essa posse varia de um a dois anos.
* A TV Cultura desde o dia 23/07/2008 voltou a ter seu Ombudsman, quem ocupa o cargo é o jornalista Ernesto Rodrigues que foi contratado para avaliar a programação adulta do canal.
* Desde 11/08/2008 está como Ombudsman no site http://http://www.blogger.com/www.uol.com.br/ a jornalista Mara Gama confira!
Exemplos de coluna de ombudsman:
Nota do mundo real
A Folha está cobrindo mal a greve dos professores paulistas. Precisa ouvir mais fontes, analisar com profundidade os temas em debate, relatar com apuro a situação das escolas. Tem sido superficial, burocrática e acrítica. Tem um quê de constrangedor para a imprensa paulista que as principais revelações sobre a suspeita de corrupção do governo de São Paulo pela multinacional Alstom venham sendo feitas pelo americano "The Wall Street Journal".
A coluna de Janio de Freitas completa 25 anos na Folha. Está de parabéns o repórter, um dos melhores da história, o jornal e principalmente o leitor. Entre os grandes feitos da coluna, a revelação do escândalo da ferrovia Norte-Sul, em 1987.
Faz bem a Folha em defender a liberdade de imprensa e de expressão diante da absurda ação da Justiça Eleitoral pela entrevista com Marta Suplicy. Deve cuidar, no entanto, para não permitir que se desqualifique quem ameaça esse direito essencial à democracia por suas características pessoais, inclusive de caráter étnico. Mesmo neste caso extremo, o debate deve se ater às idéias.
Na terça-feira, dia 17, mais uma vez a edição São Paulo da Folha substituiu uma foto de autoridade do governo em que ela aparecia bem por outra, desfavorável à sua figura. Neste caso, a autoridade era o presidente Lula. Se não há razão jornalística nem gráfica para esse tipo de alteração, ela denota mera picuinha.
Carlos Eduardo Lins da Silva é o Ombudsman da Folha de S. Paulo e sua coluna é publicada aos domingos
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om2206200802.htm
Na última coluna publicamos e-mail do leitor Cláudio Bezerra no qual ele dizia que o Portal O POVO.com. br vinha dando guarida a anônimos para ataques grosseiros e pessoais. Leitor Davi Coelho da Costa Filho tem opinião exatamente contrária e diz que teve o seu acesso aos comentários no Portal do O POVO (O POVO on line) barrado. Indaga: "Existe democracia no Brasil? E no O POVO? Tentei fazer um novo cadastro e também o moderno sistema 'antidemocrático' do O POVO não aceita". É difícil contentar a todos, mas ajustes precisavam ser feitos. Da editora de Convergência, Marília Cordeiro, recebemos esta resposta: "O portal O POVO.com. br promoverá mudanças na ferramenta de comentários de notícias, reforçando o cadastro para quem quiser comentar e dispensando a necessidade de login e senha para o internauta que vai denunciar comentários inapropriados. O internauta interessado em comentar terá de informar mais dados, o que contribuirá para evitar falsos comentaristas sem, no entanto, atrapalhar a participação daqueles que valorizam o "Comentar esta notícia" como espaço para o debate de idéias. Para facilitar a denúncia de comentários impróprios, como os ofensivos à honra de terceiros ou preconceituosos, não será mais exigido cadastro. Todas as denúncias seguem automaticamente para a avaliação de moderador que retira ou não o comentário do ar.
Paulo Verlaine é o Ombudsman do O POVO e sua coluna é diária no jornal
http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/ombudsman/
1. O trabalho do Ombudsman é interessante? Por quê? Dê a sua opinião.
Atividade:
Conforme proposto na sala os grupos terão que analisar jornais ( pode ser qualquer um ) e se colocar no papel de Ombusdman, ou seja, escrever um texto analisando o jornal da maneira como o grupo achar melhor (o jornal todo, ou uma matéria, erros gramaticais, erros de edição , maneira como a matéria foi publicada , resposta de crítica do leitor) usem a criatividade de vocês , todos os grupos deverão postar neste blog este texto no prazo de uma semana conforme proposto pelo prof° Roberto.
Domingo, 19 de Outubro de 2008
Crônica Literária
www.sitedeliteratura.cjb.net
Crônica: um gênero literário
A crônica é um gênero literário que, a princípio, era um "relato cronológico dos fatos sucedidos em qualquer lugar", isto é, uma narração de episódios históricos. Era a chamada "crônica histórica" (como a medieval). Essa relação de tempo e memória está relacionada com a própria origem grega da palavra, Chronos, que significa tempo. Portanto, a crônica, desde sua origem, é um "relato em permanente relação com o tempo, de onde tira, como memória escrita, sua matéria principal, o que fica do vivido"2.
A crônica se afastou da História com o avanço da imprensa e do jornal. Tornou-se "Folhetim". João Roberto Faria no prefácio de Crônicas Escolhidas de José de Alencar nos explica:
"Naqueles tempos, a crônica chamava-se folhetim e não tinha as características que tem hoje. Era um texto mais longo, publicado geralmente aos domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais. O resultado, para dar um exemplo, é que num único folhetim podiam estar, lado a lado, notícias sobre a guerra da Criméia, uma apreciação do espetáculo lírico que acabara de estrear, críticas às especulações na Bolsa e a descrição de um baile no Cassino."3
O folhetim fazia parte da estrutura dos jornais, era informativa e crítica. Aos poucos foi se afastando e se constituindo como gênero literário: a linguagem se tornou mais leve, mas com uma elaboração interna complexa, carregando a força da poesia e do humor.
Ainda hoje há a relação da crônica e o jornalismo. Os jornais ainda publicam crônicas diariamente, mas seu aspecto literário já é indiscutível.
No Brasil, a crônica se consolidou por volta de 1930 e atualmente vem adquirindo uma importância maior em nossa literatura graças aos excelentes escritores que resolveram se dedicar exclusivamente a ela, como Rubem Braga e Luís Fernando Veríssimo, além dos grandes autores brasileiros, como Machado de Assis, José de Alencar e Carlos Drummond de Andrade, que também resolveram dedicar seus talentos a esse gênero. Tudo isso fez com que a crônica se desenvolvesse no Brasil de forma extremamente significativa.
Na crônica, "Tudo é vida, tudo é motivo de experiência e reflexão, ou simplesmente de divertimento, de esquecimento momentâneo de nós mesmos a troco do sonho ou da piada que nos transporta ao mundo da imaginaçãp. Para voltarmos mais maduros à vida...".
Características
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam. Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.
Em resumo, podemos determinar cinco pontos:
* Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos.
* Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico.
* Pequeno conto baseado em algo do cotidiano.
* Normalmente possuiu uma crítica indireta.
* Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico.
Tipos de Crônica
Crônica Narrativo-Descritiva: É quando uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos ("banais", comuns) no qual pode ser narrado em 1ª ou na 3ª pessoa do singular.
Crônica Humorística: Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos.
Crônica Lírica: Linguagem poética e metafórica. Expressa o estado do espírito, as emoções do cronista diante de um fato de uma pessoa ou fenômeno.
Crônica Poética: Apresenta versos poéticos em forma de crônica.
Crônica Jornalistica: Apresentação de aspectos particulares de noticias ou fatos. Pode ser policial, esportiva ou política.
Crônica Reflexiva: Reflexões filosóficas sobre vários assuntos.
Atenção:
Crônica e Conto são escritos ou redações, tal como o Poema, o Romance etc.
Ambos podem ser feitos em 1ª ou 3ª pessoa, mas têm conteúdos e formas diferentes.
Muita gente ainda confunde Crônica e Conto: O Conto relata uma história, um fato ou vários em seqüência.
Pode ser de vários tamanhos: um parágrafo, uma página, várias páginas.
O principal é que desenvolve a narrativa em torno a coisas que supostamente aconteceram, até chegar em um final bem definido, em geral algo surpreendente. Seu conteúdo costuma ser fictício (fruto da imaginação), mas poderá ter fundo de realidade.
hoje em dia a Crônica não é um Conto; temos
- a Crônica no sentido jornalístico (escrever notícias em diferentes áreas: crônica política, crônica policial, crônica artística) e
- a Crônica no sentido literário (publicada em jornais por escritores, muitas vezes reeditadas em livros).
Os jornalistas ao fazer a crônica noticiosa devem considerar que contam histórias, mas literariamente não são Contos. Somente relatos, inclusive com um estilo próprio do jornalismo.
Os escritores, ao escrever Crônicas, sabem que não escrevem Contos, pois a Crônica desenvolve um ponto de vista, comentários, recordações, opiniões, em torno a algum tema principal da atualidade, da realidade. E o Conto é um relato fictício com personagens, início, meio e fim.
Proposta de atividade:
Cada grupo vai responder questões alternativas dos exercícios que foram escolhidos pelo nosso
grupo:
Angélica Almeida Dantas
Danilo Matos
Ricardo de Souza Braga
http://www.coladaweb.com/questoes/portugues/cron.htm
Os exercícios resolvidos estão nesse site:
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Tentativa de Crônica Pessoal
Pode parecer pieguice, mas só agora pensei sobre os super poderes das mulheres donas de casa.
Tudo aconteceu depois de um dia em que fui sozinha ao supermercado fazer umas comprinhas. Fui colocando coisas no carrinho e só depois de passar no caixa descobri que estava pesado demais, entrei no ônibus sem amarrar as sacolas e numa freada quase caí, uma mulher me deu lugar para sentar, outra me ajudou a recolher coisas que caíram no chão, mulheres solidárias com alguém visivelmente novata em fazer compras.
Eu, que nós últimos cinco anos passei a maior parte do tempo como aluna de faculdade, debatendo sobre os grandes problemas da humanidade, não tenho a mínima vocação para administração do lar.
Tenho aulas de ética e cidadania, e não faço idéia em qual dia da semana passa o lixeiro na minha rua.
Estudo filosofia, psicologia, sociologia, mas morro de medo de usar panelas de pressão e daqueles barulhos que ela faz.
Não tenho problemas para interpretar textos, em contrapartida não sei tirar as pregas de uma camisa com o ferro de passar roupa.
Sei escrever textos muito bem, mas o que devo colocar numa lista de compras?
Estudei as fases de desenvolvimento da criança segundo Freud e Piaget, embora nunca tenha trocado uma fralda suja.
Estou na segunda faculdade e tenho conhecidas da minha idade que estão na segunda gravidez, e fazem questão de me dizer que voltarão a estudar e um dia tentarão fazer faculdade. Eu olho para elas e respondo que um dia também quero entender os mistérios do lar, do casamento e de ter filhos.
Hoje, dou graças a Deus de viver numa época em que tenho que aprender as coisas para cuidar de mim, que posso priorizar minha formação pessoal e que não preciso ser a rainha do lar, pelo menos por enquanto.
Baseado na vida de Aline Katia.
Atividade postada por: Aline Silva - Aline Katia - Sâmia Gabriela.
1 comentários:
Conteúdo pertinente. Reproduz o que se disse em sala sobre o tema.
Lá, em sala, e cá, no blog, faltaram exemplos. E como eles são importantes para ilustrar o que se diz!
Abraço.
Roberto.
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